This is a fairy tale set in Jazz Age-era New Orleans and centered on a young woman named Tiana and her fateful kiss with a frog prince who desperately wants to be human again. A must see!!
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Sugestão cinematográfica da semana: A Princesa e o Sapo
This is The Princess and the Frog, but not quite the way you heard the story!
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domingo, 25 de agosto de 2013
Nem tudo o que parece, é. Os "motivos éticos" de Stavridis.
Stelios Stavridis demitiu-se depois de ter sido fotografado a viajar no jacto privado do multimilionário com quem tinha acabado de assinar o acordo de privatização da Opap.
O responsável pelo fundo de privatizações estatais grego (Taiped) demitiu-se no dia 18 de Agosto, por “razões éticas". Stelios Stavridis foi pressionado pelo ministro das Finanças grego a renunciar ao cargo depois de ter sido fotografado a viajar no avião privado do magnata do petróleo Dimitris Melissanidis.
A “boleia” de Melissanidis a Stavridis aconteceu depois de os dois terem assinado o acordo de privatização da Opap, empresa pública de apostas futebolísticas, a 12 de Agosto.
Stradivaris afirma não estar “arrependido” por ter aceite a oferta, embora lamente ter deixado o Governo de Atenas numa posição difícil. Stavridis reiterou ainda a sua transparência em tudo o que faz, segundo declarações à Skai, citadas pelo “Kathimerini”, na sua edição online.
Quanto à decisão do ministro das Finanças, Yannis Stournaras, Stavridis mostrou-se compreensivo, afirmando que este enfrentava a “pressão de toda a sociedade”. Apesar de reconhecer que o seu acto poderia gerar dúvidas, o Executivo afirmou que a “opinião pública tem tendência a focar-se nas aparências”, em detrimento da essência.
Stelios Stravidis esclareceu ainda que as negociações para a privatização da Opap foram conduzidas por Yannis Emiris, director geral da Taiped, e não por ele, seguindo os termos do contrato.
O processo de negociações entre a Taiped e a Emma Delta, liderada por Melissandis não foi fácil, chegando a temer-se que o acordo não se concretizasse. Yannis Stournaras, ministro das Finanças da Grécia informou já que o incidente não afectará o acordo de privatização da Opap, já conseguido.
Este acordo que concede a Melissanidis uma quota de 33% da Opap permite à Grécia encaixar 650 milhões de euros. A demissão de Stelios Stravidis da presidência da Taiped é a terceira dos últimos 12 meses. Stravidis supervisionou também a privatização da Desfa, rede pública de gás, privatizada por 450 milhões de euros.
Alguns comentários:
1º Incrível como ainda foi dada a possibilidade de o Sr se demitir. Abertura de inquérito? Para quê?
2º Só quem nunca fez negócios é que não sabe que é perfeitamente normal e simpático oferecer boleia no final de reuniões...
3º Stavridis chega a dizer que não está arrependido de ter deixado o governo Grego numa posição difícil... É natural, já se serviu do que podia, que se lixem os outros.
4º Este Sr saiu-nos um brincalhão.. "O acto poderia gerar dúvidas" "As aparências enganam" lol
5º Agora o negócio já está feito já não há nada a fazer obviamente. Cancelar o negócio? Isso nunca!
Nem tudo o que parece, é. Mas muitas vezes o que parece, é mesmo!
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Paulo Portas: Um político que de irrevogável só tem a contradição

Na semana em que o líder centrista se estreia a presidir ao Conselho de Ministros, revisite o percurso de quem jurava aos 30 nunca fazer política e aos 50 chega a vice-primeiro-ministro.
Não foi na semana passada (Passos veio de Manta Rota estragar a estreia) mas será nesta: Paulo Sacadura Cabral Portas não chega ao fim do seu meio século de vida (faz 51 em setembro) sem concretizar um sonho nada secreto: ser número 1 do Governo. Não é (ainda?) no organograma oficial, mas se há quem o garanta já, atendendo às pastas que agora acumula, primeiro-ministro de facto, inaugurar-se-á quinta-feira na direção do Conselho de Ministros.
"Graças a Deus", dirá talvez, como tanto gosta de repetir. E graça tem certamente: é olhar o seu percurso. "Geneticamente anti-poder" aos 30, sem "nenhumas ambições políticas" aos 28, candidato a deputado aos 32. Amigo, criador e seguidor de Manuel Monteiro aos 31, derrotando-o (e desfazendo-o) na liderança do partido aos 33, em 1998.
Inimigo ajuramentado de Cavaco e dos seus governos durante todo o tempo de O Independente, perguntando, em 1995, que raio iria este fazer para Belém, garante agora que o apoiou sempre nas candidaturas a PR. Antieuropeísta e antieuro nos anos 90, alertando para o perigo da Alemanha unificada, é em 2013 vice-PM de um governo que segue à risca a cartilha Merkel. Vigoroso denunciante do "bloco central dos interesses", das "negociatas do poder" e do escândalo BPN, cede o MNE a Rui Machete, ex-presidente do conselho consultivo da SLN. Candidato à Câmara de Lisboa em 2001, garantia nos cartazes "eu fico" (como vereador), para não ficar. Antiausteridade até às eleições de 2011 (em entrevista ao DN, em 2009, defendia baixar impostos - "o défice é importante, mas a economia ainda é mais" - e em 2010 garantia "saber onde cortava" para poupar o Estado social), autor, em 2012, de uma carta aos militantes do CDS em que certificava não admitir outro agravamento fiscal, assinou o orçamento que em 2013 bateu o recorde da subida de impostos na democracia portuguesa; defensor irredutível dos pensionistas em setembro de 2012, dez meses depois anuncia o corte de 10% nas pensões da CGA. Liberal irreverente, individualista e antipartidos aos 29, logra ser quem há mais tempo (13 anos) dirige um, professando, no debate do Estado da Nação que se segue à revogada demissão irrevogável: "Em caso de opção entre a razão pessoal e a de partido, deve prevalecer a de partido."
Primórdios. Mas, se perguntarmos se ele avisou, avisou. "Os políticos têm um código hipócrita, é preciso descodificar o que dizem", garantia aos 29 anos o filho da economista (de direita?) Helena Sacadura Cabral e do arquiteto (próximo do PS) Nuno Portas (cujas pisadas profissionais teria querido seguir, não fosse o mal que se dava com a matemática). Dirigia então O Independente e fazia do semanário fundado em 1988 com Esteves Cardoso e o mais tarde correligionário no PP Nobre Guedes (amigo íntimo cuja demissão da vice-presidência do partido manterá em segredo quase um ano, atestando da dificuldade nessa rutura pessoal e política) o púlpito de onde esportulava a sua visão do que devia - e sobretudo do que não devia - ser a direita portuguesa. Tinha começado cedo, de resto, essa missão paralela à do irmão Miguel, militante do PCP e depois fundador do BE cuja morte, em 2012, uniu no palco do Teatro São Luís, numa longa cerimónia transmitida em direto, a nomenclatura do partido mais à esquerda no espectro parlamentar e o chefe do mais à direita, num inusitado misto de liturgia da dor e propaganda política.
Aos 13, ainda aluno do colégio São João de Brito, inscrevia-se, por via da admiração até hoje proclamada ao presidente-fundador Sá Carneiro, no PPD/PSD, cujo órgão oficial, Pelo Socialismo (!), chegou a dirigir; aos 15 ia a tribunal por ter acusado Eanes, Soares e Freitas de trair a pátria (em As três traições, publicado em 1978 no Jornal Novo); aos 19, dois anos após a morte do fundador, saía do partido para, afirmaria categoricamente durante 13 anos, nunca mais voltar à política - partidária, bem entendido. "Se há uma coisa definitiva na minha vida e na minha cabeça, uma delas é essa: gosto imenso de política mas nunca farei política", certificava em 1991 numa entrevista na RTP2. "Os partidos são uma maçada, e ser militante é uma maçada. Os quadros dos partidos são muito medíocres e acham que aquela é a forma mais fácil de subir na vida. Os partidos dispensam o mérito." Na mesma entrevista, esguio e jovem, tão jovem e descontraído na camisa clara, gestos rápidos como o olhar e o verbo, os tiques teatrais que hoje lhe conhecemos - a pose esforçada de estadista, a virilidade imposta na voz, a rima nas frases ritmadas - tão longe ainda, arrumava o CDS com desprezo: "Qualquer dia ninguém vai para lá."
E definia-se, no tom de enfant terrible bem nascido em que fazia questão (contra "a democracia dos ignaros" que invetivava na sua coluna, "os homens sem história", "bando posidónio" do cavaquismo, que viam "na política uma espécie de promoção social" e consideravam "bem ter nascido mal"), como "uma pessoa de direita meio liberal meio conservador" elogiando em Salazar (no contraste com Cavaco, "um homem ordinário" com quem a comparação, a seu ver, era injusta para o ditador) a inteligência, a escrita e o "raffinementdo cinismo". Dois anos depois, no programa Raios e Coriscos, de Herman José, reiterava o nojo aos políticos: "O poder é a pior coisa... Sou geneticamente contra o poder, seja de quem for. No dia em que um amigo meu lá chegar, passo-me para a oposição ou deixo de ser amigo dele."
Quase. No mesmo programa, Zita Seabra, acabada de chegar ao PSD vinda do PCP, apontava o bluff: "Quem é que tem mais poder, o Paulo como diretor do Independente ou o ministro do Mar ou de outra coisa qualquer?" A resposta é um chuto para canto. Afinal, faltam dois anos para que abandone o jornalismo (voltará a ser comentador político, mas só na TV, de cada vez que "sai" da política ativa, em 1997 e entre 2005 e 2007) pela tal maçadora, medíocre, oportunista e salobra "vida de partido", e por uma imparável - irrevogável? - caminhada poder político acima. Aquela que o traz aqui, à semana de agosto de 2013 em que, pela terceira vez membro de um Governo de coligação PSD/CDS, tem pela primeira a sigla "PM" na descrição do cargo.
Quase. No mesmo programa, Zita Seabra, acabada de chegar ao PSD vinda do PCP, apontava o bluff: "Quem é que tem mais poder, o Paulo como diretor do Independente ou o ministro do Mar ou de outra coisa qualquer?" A resposta é um chuto para canto. Afinal, faltam dois anos para que abandone o jornalismo (voltará a ser comentador político, mas só na TV, de cada vez que "sai" da política ativa, em 1997 e entre 2005 e 2007) pela tal maçadora, medíocre, oportunista e salobra "vida de partido", e por uma imparável - irrevogável? - caminhada poder político acima. Aquela que o traz aqui, à semana de agosto de 2013 em que, pela terceira vez membro de um Governo de coligação PSD/CDS, tem pela primeira a sigla "PM" na descrição do cargo.
Vistas daqui, as palavras do jornalista, recentemente objeto de resenha no Expresso, são uma espécie de outra vida - de tal modo que no registo parlamentar, em "ocupação principal", apôs "jurista", categoria para a qual o curso de Direito o habilita mas que nunca exerceu. Será mesmo dos únicos, senão o único, ex-colunista notável que nunca deu ao prelo os seus escritos em livro. Percebe-se: lê-lo e à sua acerada, quase sempre brutal, pluma não é só um exercício de contemplação da ironia e de revisitação nostálgica (ah, o quanto a vida nos muda). É sobretudo perguntarmo-nos o que não diria Portas colunista do Portas político, que adjetivos ofertaria a sua brilhante crueldade para tanta pirueta, cambalhota, dito por não dito, não dito por dito. E se, como jurava há 20 anos que faria, cortou relações consigo ou logrou refinar o cinismo até disso se poupar.
Artigo de Fernanda Câncio para o DN 12/8/2013
sábado, 3 de agosto de 2013
O PSD está contra o... PSD!
Cá vão dois exemplos:
1) Via do Infante. A auto-estrada SCUT (sem custos para o utilizador), que foi financiada com dinheiros europeus, que passou a ser CCUT (com custos para o utilizador) é motivo de discórdia entre PSD e ... PSD. Mais concretamente entre o PSD-Algarve e o PSD. O PSD-Algarve é contra as portagens e o ... PSD é a favor.
"O líder do PSD-Algarve, Mendes Bota, apelou ontem às forças vivas algarvias para se concertarem urgentemente e definirem uma plataforma de luta contra a introdução de portagens na Via do Infante" [1].
"O PSD-Algarve reafirmou, após uma reunião da Comissão Política Distrital na segunda-feira à noite, que não aceita o pagamento de portagens na Via do Infante" [2].
Depois na votação na Assembleia da República de um projeto de abolição das portagens na Via do Infante (apresentado pela 5ª vez) votaram contra: PSD (e CDS), incluindo os deputados eleitos pelo Algarve!!! [3]
2) Salário mínimo nacional. Na Assembleia Legislativa da Madeira foi aprovado por unanimidade uma proposta de aumento do salário mínimo nacional, que foi então passada para a Assembleia da República para votação. Nessa sessão parlamentar o deputado do PSD Guilherme Silva, deputado que está a representar a Madeira na Assembleia da República, evocou a grande sensibilidade social do PSD-Madeira (que pelos vistos, à semelhança do PSD-Algarve, são partidos distintos do PSD) [4].
Depois na votação, a proposta de aumento do salário mínimo proposta pelo PSD-Madeira foi chumbada com votos contra de ... PSD (e CDS), incluindo Guilherme Silva!!!
Depois na votação, a proposta de aumento do salário mínimo proposta pelo PSD-Madeira foi chumbada com votos contra de ... PSD (e CDS), incluindo Guilherme Silva!!!
E é assim que o PSD vai fazendo oposição ao PSD, sempre à procura de iludir os cidadãos locais e cada vez mais à medida que se aproximam as eleições autárquicas.
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