quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Chuva, vento e frio? Ou frio, vento e chuva?


Hoje temos prenda: chuva, vento e frio. Enquanto ia para o almoço comecei a pensar o que menos gostava, e o pensamento à engº levou à seguinte conclusão:

Individualmente, gosto menos de chuva do que de vento e gosto menos de vento do que frio.
Conjuntamente, dois a dois, gosto menos de chuva e vento, depois chuva e frio, e depois o que tolero melhor é vento e frio.
Naturalmente que a pior conjugação é chuva, vento e frio.

Ah, mas isto é se eu estiver fora de casa. Em casa que chova à vontade e vento e tudo. Prefiro que esteja menos frio.

E é isto, um pouco de literatura para entreter quem não tem nada para fazer.


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A realidade da relação cliente/projectista/empreiteiro

A coisa é muito simples... o promotor ou cliente tem uma ideia e tem dinheiro. O projectista fala com ele para perceber o que é pretendido, faz o seu trabalho, cobra com uma boa margem e depois o empreiteiro executa. Simples.

Ou não....

sábado, 15 de outubro de 2011

Criminalizar os políticos? Prisão com eles!

A ideia veio da JSD, e logo o CDS agarrou-a com todo o entusiasmo: vamos levar a tribunal José Sócrates e outros responsáveis do governo anterior. A ideia tem apoio, há petições na internet e a direita está entusiasmada, porque acha que assim pode distrair o povo do que se está a passar agora com o roubo dos subsídios de Natal e de férias. Cuspir em alguém é a solução de emergência nacional, para esta direita que tanto gosta de voltar ao seu gene troglodita sempre que tem de se explicar perante o povo.

O problema é que a ideia é inaplicável e é, em si mesma, um grotesco disparate.

As leis já têm prevista a criminalização da fraude, da corrupção, do abuso de poder. Se há o menor indício de que crimes desses se tenham passado, e que algum primeiro-ministro. ministro, presidente, deputado ou empresário os tenha cometido, devem ser investigados, julgados e punidos se for o caso.

Mas o que não se pode criminalizar é a diferença de opinião política ou as propostas diferentes para o país, ou o fracasso das políticas. Se assim fosse, cada governo punha em tribunal o governo anterior para encontrar um bode expiatório. Cavaco Silva teria sido julgado por exemplo por querer afogar as gravuras de Foz Coa, atentado contra a cultura da humanidade. Ou seria julgado pelo défice gigantesco que criou. Prisão com ele. Guterres teria sido julgado por ter errado as contas do défice. Prisão com ele. Durão Barroso e Paulo Portas seriam julgados por terem mentido a respeito das armas de destruição maciça no Iraque. Prisão com eles. Sócrates seria julgado por tudo. Prisão com ele. E um dia Passos Coelho seria julgado por ter mentido na campanha eleitoral, prisão com ele. Convinha que os fanáticos da prisão dos seus opositores pensassem que um dia lhes caberá a eles.

E, já agora, que tal preocuparem-se com os crimes concretos que precisam de ser investigados e punidos, que sabemos que existiram? O CDS, antes de julgar os governantes anteriores, bem podia explicar como é que recebeu financiamentos ilegais quando se negociava a autorização de abate de árvores na Herdade Portucale. E os governantes do CDS bem podiam explicar porque é que na Alemanha se julgam empresários por terem corrompido políticos portugueses no caso dos submarinos, mas em Portugal não acontece nada. Talvez a justiça fosse mais justa se fizesse o seu trabalho e os governantes actuais não se entretivessem com acintosos disparates.


retirado do FB de Francisco Louçã